quarta-feira, 23 de março de 2011

5 coisas sobre mim...

Não que sejam segredos de Estado... nem que alguém esteja interessado em saber... mas... pela falta de assunto... vou atualizar com isso mesmo...

5 - Fiz 2 anos de Dança Árabe... ou como a maioria das pessoas chama "Dança do Ventre"... mais do que um instrumento de sedução, a tia Lu provou por A+B, que a dança é uma expressão da alma... e mesmo me sentido fora do contexto dentro daquele traje cheio de véus e bordados, percebo hoje que poucas coisas me 'cutucam a alma' tanto quanto ouvir um trechinho de uma música árabe, uma batida de percussão...

4 - Amo música e MORRO DE VONTADE DE APRENDER A TOCAR CONTRABAIXO... há anos tenho um violão (que nunca toquei... mas sempre foi utilizado por amigos talentosos), que nunca consegui aprender a tocar... mas meu verdadeiro delírio musical é o baixo... qdo vou a algum show, sempre fico de olho nas mãos do baixista... vício... Gessinger é o culpado... mas a dança também se associa... na minha contagem, quem faz a marcação da música é o baixo... rs

3 - Tenho alma de PSICÓLOGA... explico... não que eu esteja arrependida da minha faculdade de História... JAMAIS! História é minha grande paixão... mas... a psicologia habita em mim... e eu provavelmente ainda vou cursar esta faculdade... sempre gostei de tentar entender e explicar as coisas... mais ainda... as pessoas... e, sem falsa modéstia, sempre fui (e ainda sou) muito boa nisso... fazer a leitura das pessoas... EU RARAMENTE ME ENGANO a respeito de qm são verdadeiramente...

2 - Minha autora favorita é Agatha Christie... usar como justificativa a genialidade da "Dama do Crime" é pura redundância... tenho um motivo mais intenso, do que os elogios da crítica especializada... FOI LENDO AGATHA CHRISTIE, QUE EU APRENDI A GOSTAR DE LER... até meados do 1° ano do ensino médio eu era o tipo de pessoa que ia à biblioteca obrigada pela professora, escolhia os livros mais finos e com letras garrafais, pq 'tinha ficha literária valendo nota no fim da semana'... sim, eu era esse tipo ignorante de pessoa... até que... um belo dia... fui apresentada à "Dama do Crime" e minha vida mudou RADICALMENTE... a curiosidade sempre foi meu maior defeito... e... como parar de ler um livro sem chegar ao fim para descobrir quem era o assassino, qual o próximo a ser morto, por quais motivos... foi exatamente aí que fui fisgada... Hoje em dia, leio com a voracidade de quem acompanha uma investigação e quer logo ver o crime solucionado... mesmo que seja uma bula de remédio, um texto técnico, um manual de instruções... não importa... me tornei uma leitora assídua... Culpa da Agatha tbm minha adoração por seriados de crime e investigação... não dispenso um bom quebra-cabeças... e... tenho um conhecimento considerável sobre venenos e substâncias que podem ser utilizadas para matar alguém sem deixar suspeitas... KKK (OUTRA VEZ MEU NÍVEL DE PSICOPATIA ATINGE O ASTRONÔMICO PICO DE 1 MILHÃO)

1 - Minha banda preferida é ENGENHEIROS DO HAWAII... atualmente atendendo pelo nome de POUCA VOGAL... embora sejam dois projetos diferentes, é comum a genialidade do compositor master Humberto Gessinger... que aliás, além de ótimo compositor, é muito bom escritor... seus 3 livros já passaram pela minha apreciação, e por 2 deles tenho um carinho especial (o 3° nem tanto, porque foi um presente q dei ao meu irmão de 1,90m - MEU PEQUENO GREMISTA, e convenhamos, futebol não é a minha vibe)... conhecer a biografia do seu 'ídolo' nos confere uma falsa sensação de proximidade... sinto como se conhecesse a sua história por ele mesmo ter contado, num bate papo de uma roda de chimarrão... e o fato de partilharmos raízes culturais só intensifica essa sensação... como escritor, Gessinger me conquistou definitiva e indubitavelmente ao me levar às lágrimas (eu, uma pessoa fisiologicamente incapaz de chorar quando sente vontade ou precisa) no 3º parágrafo da 13ª página do seu "Pra Ser Sincero - 123 Variações sobre um mesmo tema" ao falar sobre a ausência de seu pai, falecido quando ele tinha apenas 14 anos:
Enquanto meus colegas brigavam com seus pais na saudável busca de identidade, à noite, eu colocava os chinelos do meu pai para andar no escuro da casa. Fisicamente não nos parecíamos, mas o som dos chinelos caminhando era igual. Matava um pouco da saudade.

É... ainda há outras coisas sobre mim pra falar... que também não vão interessar a ninguém... mas eis um ótimo exercício de autoconhecimento... exercendo a minha psicologia comigo mesma... rs

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